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 [História Original] Utopia - As Crónicas do Leão

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Mané-chan
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MensagemAssunto: [História Original] Utopia - As Crónicas do Leão   Ter Jun 09, 2009 12:15 am

CEsta foi mais uma daquelas histórias que me caíu assim do nada e que foi se desenvolvendo com o passar do tempo. Depois de dois meses a construir a história na minha cabecinha aqui têm o primeiro capítulo de ''Utopia: As Crónicas do Leão''

Linha do Tempo: Década de 90
Personagens Principais: Leo e Belle (apenas na primeira parte que é esta ''As Crónicas do Leão'')
Local: Estados Unidos da América, numa pequena aldeia / Utopia
Sumário: Leo vivia a sua vida normalmente, até Bella, uma rapariga nova mudar tudo na sua vida. Desde a sua maneira de pensar até ao mundo em sua volta.

Capítulo 1 - Leo

‘’Queria voltar aquele nosso primeiro dia, quando não era necessárias mentiras, e ainda não sabíamos a dura verdade’’

Leo adormeceu mesmo em cima dos livros que estavam espalhados pela secretária, usando um daqueles com a capa macia como encosto. O seu cabelo ruivo, que parecia mais a juba de um leão do que propriamente cabelo, estava ainda mais despenteado do que o costume, e por baixo dos olhos, agora fechados, encontravam-se profundas olheiras que iriam precisar de semanas de sono para poderem voltar ao seu estado original. Amanhã era o primeiro dia de aulas do oitavo ano e, como já era habitual, ele tinha deixado os inúmeros trabalhos de casa para a última semana de férias. O relógio que estava em cima da secretária marcava as quatro da manhã. A porta estava semi-cerrada e uma luz tinha acabado de se acender. Era a mãe de Leo, uma mulher vinda de uma família humilde e de cabelos negros. Estava a vestir um robe cor-de-rosa e com os cabelos despenteados. Arrumou os livros que estavam na secretária dentro da pasta, tirou uma almofada macia do armário e cobriu o filho com um cobertor. Bocejou e voltou para o quarto, para o lado do marido. O pai de Leo era dono de uma mercearia mesmo ao lado da casa e Leo, sendo o mais velho dos quatro filhos, tinha que o ajudar todos os fins-de-semana. Eles viviam todos numa aldeia ‘’nos confins do mundo’’ – como Leo costumava dizer – onde todos se conheciam e todas as crianças frequentavam a mesma escola. Leo não era lá muito bom aluno, apesar de ter enormes capacidades, e a sua matéria preferida era Artes.
Oito horas e meia. Leo continuava a dormir, isolado nos seus sonhos, sem ninguém a incomodá-lo. Os sonhos dele eram sempre idênticos, era sobre uma terra distante, cheia de extensos prados verdes e árvores de dimensões descomunais, com cavalos brancos e castelos. Um mundo maravilhoso e, ao mesmo tempo, demasiado irreal.
- Leo! – a sua mãe gritava do andar por baixo – Leonardo, vais chegar atrasado á escola!
Ele começou a abrir os olhos azuis, ainda sonolento olhou para o relógio e adormeceu outra vez. Depois, acordou num sobressalto. Tirou as roupas de ontem e atirou-as para cima da cama, vestiu umas roupas lavadas – uma t-shirt azul e umas calças de ganga – pegou na mochila e, sem ter tempo para se pentear, desceu as escadas. Já ia todo lançado para a porta da casa quando a mãe o chamou:
- Nem penses em ir para a escola sem pentear o cabelo e tomar o pequeno-almoço!
Ela apontou para umas tostas em cima da mesa e para um copo cheio até cima com sumo de laranja. Ele bebeu o copo de sumo de uma só golada e comeu uma tosta de uma só vez. Depois seguiu até á casa de banho e penteou o cabelo num ápice.
Tentou apanhar o autocarro da escola, mas perdeu-o por uma questão de segundos. Correu até á garagem e, no meio de algumas bicicletas partidas, ferramentas enferrujadas e brinquedos que já não usavam, encontrou o seu skate. Pousou-o no chão, e pôs-se em cima dele. Ganhou velocidade e quase que batia contra um carro que vinha na direcção contrária. Também quase que atropelava um gato de uma senhora gorda com um vestido rosa, que tinha decidido que hoje ia parar mesmo no meio do caminho.
Quando chegou á escola, já quase todos os alunos tinham entrado para a sala e ele teve que deixar o skate ao lado do porteiro. Correu nos corredores, não reparou num placar que dizia ‘’Piso Escorregadio’’ e, por conseguinte, caiu no meio do chão. Pelo que dava a entender, hoje não era dos seus melhores dias. Quando entrou na sala o professor já estava a escrever a lição e a apresentar uma nova aluna á turma.
- Bom dia Sr. Parker, não se importa de juntar-se ao resto da turma? – este era o professor de história, o professor que Leo mais odiava. Não tinha dado com a cara dele desde que se tinham conhecido e pelo que parecia o sentimento era mútuo. Leo sentou-se no seu lugar, o mais longe possível da primeira fila e tirou os livros para fora. Depois, começou a desenhar uma espécie de caricatura do professor na última página do caderno de história.
- Menina De La Solaire, por favor sente-se ao lado do Sr. Parker – o velho carrancudo tinha, mais uma vez, dito algo que não devia. Para Leo, uma forasteira no seu mundo era mais do que suficiente para provocar um escândalo. O que ele menos queria era mais uma pessoa a vigiar os seus movimentos e a tentar penetrar naquele, que era o seu mundo.
- Belle – ela estendeu-lhe a mão e ele aceitou o cumprimento.
- Leo – respondeu e depois voltou a envolver-se nos seus desenhos. Mas, ao contrário do que ele esperava, ela não o estava a observar. Ela começou a ouvir atentamente o professor. Ele tinha começado com uma das suas palestras sobre como a história era interessante. Eles dois estavam em completo desacordo. Para Leo , história era uma matéria secante, se não se pudesse dizer desnecessária. De quê que servia saber sobre o que tinha vindo antes dele, mas sim pensar no presente e, mais tarde, no futuro.
Finalmente, o bendito toque. O som que dava final ao Inferno, que por sua vez não tinha fim. Era um ciclo vicioso, quando pensámos que estamos livres, volta a dar outro som, só que este dava-lhe inicio. Enquanto ele arrumava os livros, o caderno de história caiu-lhe das mãos e foi parar mesmo á frente dos pés da nova aluna, aberto na última página.
- Uma verdadeira obra de arte devo dizê-lo – comentou Belle. Sorriu-lhe e continuou – Mas acho que não faz jus ao teu talento. Para além disso, o professor não parece assim tão mau.
Leo ficou pasmado, como é que uma rapariga, que pelo nome parecia ser de origem francesa, tinha um sotaque tão perfeito. E ela também fazia jus ao seu nome. Tinha cabelos loiros que lhe caíam até mais ou menos metade das costas, olhos azuis límpidos como o céu sem nuvens, que tanto estavam definidos num sítio, como há apenas alguns momentos atrás, como estavam distantes e sonhadores, como ainda á pouco.
- Espera até o conheceres melhor – retorquiu Leo.
- Duvido. Alguém que ensine uma matéria tão fascinante como História nunca poderá ser má pessoa – divagou – Não achas que a história é fascinante?
- Nem por isso – respondeu-lhe – De quê que nos serve saber o que as pessoas que vieram antes de nós fizeram?
Belle olhou-o como se ele tivesse feito o maior dos sacrilégios. Depois de meditar um pouco – parecia estar a escolher as palavras certas para mudar a opinião dele – disse:
- Serve-nos tanto como respirar ou comer! Ao vermos os erros dos nossos antepassados, pudemos não cometê-los no presente e então, mudar o futuro. História é algo intemporal! O passado está directamente relacionado com o futuro e assim, com as nossas vidas.
- Não achas estranho que pessoas que vieram antes de nós, tenham o poder de controlar assim tanto a nossa vida?
- Estranho … acho que essa não é a palavra correcta. Não queres antes dizer, fascinante?
- Provavelmente – anuiu, sorrindo pela primeira vez desde que tinham começado a conversa – Tenho andado a remoer aqui uma coisa. Se és francesa como é que o teu sotaque consegue ser tão perfeito?
- Eu nunca disse que era francesa. Os meus pais são franceses mas conheceram-se aqui, na América e eu nasci precisamente neste lugar. Viajei muitos anos com os meus pais, e então eles decidiram assentar e voltaram para aqui. E … aqui estou eu. Preparada para uma nova experiência!
- Quer dizer que nunca foste á escola?
- A minha mãe ensinou-me a ler e a escrever. O resto que eu sei aprendi dos livros e ao interagir com diferentes culturas. – respondeu-lhe – Já estive, obviamente, na França, e sou fluente em francês. Também estive alguns meses no Japão e sei o básico da língua. Fui á África do Sul, á Rússia, a Itália, Brasil, Venezuela e muitos outros países.
Continuaram a conversar durante todos os intervalos e por vezes também nas aulas. Quanto mais falavam, mais fascinado Leo ficava. Como é que uma rapariga que nunca tinha ido á escola conseguia saber tanta coisa. Quando chegou ao final do dia ela fez-lhe uma proposta:
- Então, meu novo amigo e inexperiente navegador nas tempestuosas águas da História, importavas-te de vir comigo até ao meu navio da sabedoria e explorar alguns dos oceanos da história através das correntes da literatura?
Ele demorou algum tempo a descodificar o que ela lhe tinha dito e depois respondeu-lhe:
- Se a minha capitã não se importasse, adoraria ir até ao seu navio e aprender a velejar nas correntes da literatura, assim como nos oceanos da história.
Ela riu-se. Ficaram parados algum tempo.
- De quê que estamos á espera? – ele perguntou.
- Que as nuvens da ignorância passem. – ela respondeu-lhe, apontando para umas nuvens que estavam por cima deles.
- Isso pode demorar meses, talvez anos, capitã! – ele parecia divertido, aquela era a conversa mais interessante que tinha em anos.
- Não, se os homens manterem a mente sempre aberta - veio de repente uma rajada de vento que mandou as nuvens para longe – Estás a ver? Estes são os ventos que a deusa da sabedoria, Atena, envia aos seus seguidores, para mandar embora as nuvens da ignorância.
E assim, seguiram os seus caminhos.

[Se encontrarem algum erro de gramática, coerência, etc. avizem]

Espero que gostem (:
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